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give up

Quando desistir não é uma opção

Qual é sua métrica?

O que você considera ser um momento de alta e um momento de baixa ao longo dos seus dias e suas semanas?

Para mim, por muitos anos foi difícil estabelecer um método. Afinal, eu nem sabia quais eram as minhas metas. Quando decidi que queria ter um podcast e que sabia que tinha que estar nas redes sociais, minha métrica passou a ser o número de seguidores e de likes. Sim, essa era a minha forma de avaliar a qualidade do meu trabalho e quanto valia a pena seguir em frente.

Como você pode imaginar, eu falhei. Falhei por querer usar uma métrica que não serve como referência para quem está começando, por inúmeros motivos que não tenho interesse em trabalhar agora por aqui.

Meu ponto é a nossa necessidade de métricas. Sim, precisamos saber que estamos caminhando, precisamos entender que houve uma evolução e que, assim, as coisas que estamos produzindo fazem sentido. Caso contrário, por que fazer?

Pois é, se você está atenta, deve ter percebido alguns problemas nessas frases e nos meus pensamentos. Vale a pena fazer porque queremos fazer. Observar a evolução, sim, isso faz sentido, e neste ponto eu quero me aprofundar. Agora, a validação externa não vale a preocupação; é algo de que precisamos nos desvencilhar e deixar bem de lado.

Bom, então vamos para a ideia de seguir caminhando, entender a evolução. Como, então, medir isso?

Com um acompanhamento sistematizado do que viemos fazendo. A evolução só será percebida depois de 1 ano, pelo menos. Sim, eu sei que os pensamentos ansiosos dominam e não nos deixam em paz; eles nos fazem achar que as coisas precisam ser rápidas, precisam ser para ontem e que, se eu planejei, é para dar certo.

Dividir assuntos é essencial. Controlar esses pensamentos e não deixar que eles cresçam vai gerar espaço mental em nós para que, então, possamos criar coisas melhores e mais interessantes.

Assim, a segunda forma de conseguir medir nossa evolução é comparando apenas o nosso trabalho. As comparações com outras pessoas fazem pouco sentido, pois não sabemos de onde elas vêm, não sabemos em que momento da vida as pessoas estão. Então, é preciso estarmos centradas no nosso trabalho e no que queremos fazer.

E claro, por fim, estabelecer metas possíveis, metas que você sabe que podem ser atingidas. Ah, mas se for assim, nunca vou crescer, me puxar… Pode ser. Se você já estiver pronta para isso, se puxe, vá além. Mas se estiver no começo, as metas possíveis são necessárias para te dar autoestima, para te mostrar que você consegue. Depois será possível impulsionar o crescimento, mas somente se houver preparo prévio e consistência no que vem sendo feito.

A gente tende a querer que as coisas aconteçam do nosso jeito e da forma mais rápida possível, sendo que as coisas boas levam tempo, demoram, precisam de aprofundamento e de testes. E nada disso pode acontecer de uma hora para outra.

A paciência aqui é sobre si mesma. É sobre ser capaz de lidar com as distrações, com as comparações, e entender que o limite é único e exclusivo seu; você o define, assim como é você quem define suas métricas.

O mais importante é saber e ter consciência de que desistir aqui não é uma opção. Por isso, ouvir a história da Fernanda Galera foi tão importante. Ela sabia onde ela queria chegar; os meios podiam até importar, mas a forma com que aconteceram não fez com que ela desistisse.

A gente pode fazer planos, mas não iremos colher as coisas conforme os planos e muito menos as coisas irão acontecer da forma que desejamos. O caminho é, sim, pedregoso e tortuoso, sendo necessária cautela e destreza.

E aí, quando você ouve esse episódio, você entende que é sobre a jornada e não o destino; e que, se há desistência, há um final; e quando não há, há realizações.

Então, fica a seu critério: que caminho você quer seguir? Ou qual métrica você vai escolher? Como você irá caminhar a partir de agora?

Me conte! Podemos continuar esse bate papo.

Com carinho,

Natalia

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